Publicado por: wilsonsenhorinho | 02 05 09

Jequié, 25 de outubro de 2008

 

 

 Prezado Luiz

 

Logo depois de confirmada a sua eleição, moveu-me o propósito de alinhavar alguns pensamentos, em decorrência da expectativa que tenho, na sua ação como futuro prefeito. Não por causa da força política, pois não a tenho, mas amparado no poder de um eleitor que, por quatro vezes, com seu voto, acreditou em você. Ontem, como hoje sempre fui dependente da exigência de minha consciência, para cumprir meu voto. Lá, nos idos de 1988, por causa dela (consciência), me entusiasmei com um novo amanhã de mudanças, e, vencedor, nunca me arrependi. Foi uma luta, me lembro, pobre de recursos “externos”, e que você conseguiu equilibrar. Bastou ser humilde e honesto. Mas a ação não se reduziu a isso, só. Sua ousadia foi além. Acolheu no seu governo, um homem simples, honesto, trabalhador, inteligente, servidor humilde dos menos favorecidos, para a secretaria de Educação: Pe. Jesus. Que susto. Aí, eu acreditei, é mudança.

Bem que a gente podia relembrar mais. Do passado, fico por aqui.

 

Agora, o presente. De minha parte, nada alterou. Sempre o sonho de um novo amanhã de mudanças. E pelo que vejo, hoje, mais que ontem. Nunca me acostumei e menos aceitei, se condicionar voto ao usufruto de benesses que o eleito pudesse oferecer. Voto é consciência, nunca acordo de emprego. O voto consciente tem o brilho da liberdade. É como no dizer de Miguel de Cervantes, “pela liberdade, tanto quanto pela honra pode e deve aventurar-se a nossa vida”. Posso imaginar, sem mensurar, o quanto você, que já tem essa experiência, está perplexo (porque hoje, é mais que ontem) do assedio dos eternos aproveitadores e caçadores de vantagens. Mal terminada a eleição e eu próprio tenho percebido o cerco de tantos que se acostumaram a esse tipo de “colagem”. São muitos, e bem conhecidos. São, a bem da verdade, viciados, em cargo publico. Não esperam convite, se convidam. Poucos somam ou agregam, e pior nem produzem. Alguns são “lambe botas mesmo”, não se dão a fazer outra coisa e “só pensam naquilo”, tirar proveito.

Se você na campanha venceu os desafios das calunias, das tramas, dos enganos, os de agora em diante, não serão mais fáceis. Menos pela execução do seu projeto de governo e, muito mais pelos que se arvoram donos da sua eleição, e se acham no direito de sobrepor suas vontades àquele único ungido pelo voto do povo. Não é incomum nem impróprio que os partidos de uma coligação participem da composição do governo que “ajudaram” a eleger. Apontar nomes, certo. Nomeá-los, e confirmar a escolha, não. Aí, Luiz, mora o perigo. Você sabe, mais que eu. Somos filhos da “gema” desta cidade, e nela criamos nossas raízes, por isso não temos o direito de abafar o seu humor(graça natural), fazendo escolhas ruins para governá-la. Perdoe-me se fui insólito.Nos meus 73 anos, não posso carregar qualquer constrangimento de não dizer o que penso (enquanto não “caduco”). Não acolha esta carta como conselheira, mas uma reavivadora de que, um dia, você escolheu e nomeou, sem medo, Padre Jesus seu secretário.

 

Propositadamente deixei para o final o meu abraço de parabéns por sua investidura como prefeito de Jequié, e que não se limita à alegria da vitória, mas também a certeza na transformação do método de administrar, que novamente confirmará, a mudança, chegou.

 

                                         Muito êxito, um forte abraço.

 

                               ____________________________________

Publicado por: wilsonsenhorinho | 28 04 09

COMPARANDO

Comentário que fiz em 15 de novembro 2007.

                                    

Estive lendo (emprestada), a Veja edição 2086 de 12/11 corrente o artigo “OBAMA A RESPOSTA” autoria de André Petry, de Nova York. Leitor curioso, sem pretensão de polemizar com tão influente articulista da, mais influente que ele, revista Veja, me revesti da quente ousadia de nascidos na caatinga desta cidade sol sertaneja, comentar seu artigo. Depois disso, não carrego cangalha, então…

Ali se percebe a intenção e propósito de apequenar nosso torneiro presidente, na montagem das letras para dar vida ao artigo que escreve. Diz o André que se muito se falou da semelhança entre a ascensão de Lula, como primeiro presidente de origem “humilde” do Brasil, e a de Obama, primeiro negro eleito presidente nos Estados Unidos, pouco se percebeu a existência de “diferenças intransponíveis”. E então, discorre ou descreve:

 

 ”A comparação (com Obama) seria possível se Lula tivesse nascido na Ilha de Marajó, filho de um angolano com uma sexóloga de Cuiabá, tivesse morado em Bangcoc, na Tailândia, e fosse formado em direito na Universidade de São Paulo”. Não se satisfez e continua emitindo sua opinião, de que “Lula com sua origem pobre, pertence á maioria étnica brasileira (inferior?). Obama, como negro, é da minoria nos EEUU (superior?)” Diz que “Lula era o político mais conhecido do Brasil” porque das quatro tentativas se elegeu na ultima, (faz-me lembrar Miterrant). Já Obama se elegeu na primeira. E parece encontrar maior defeito no Lula, porque “conhecia o Brasil de norte a sul. Obama, não.” Interessante, a inspiração para exaltar o candidato Obama e sua vitória, necessitou de apelos comparativos (alguns claros, outros dissimulados) com o nosso torneiro mecânico na presidência do Brasil. Para terminar, é que do fundo da sua inteligência de repórter brotou, reveladora e sensata sua certeza de que, “as diferenças são intransponíveis”. E eu, ajudo, com muito prazer para confirmar:

A comparação (com Lula), seria possível se Obama tivesse nascido num pobre sertão nordestino, filho de um lavrador de mãos curtidas e calosas com uma sofrida, excluída e anônima mulher, tivesse morado nesse ressequido chão sem água nem comida e na periferia de uma favela paulista, e fosse formado em resistir á fome na Faculdade da vida de retirante, num velho caminhão “pau de arara”.

E, tem mais, por decisão soberana de 60% do povo brasileiro, reelegeu-se presidente da republica, mesmo sendo um simples, mas “honroso operário metalúrgico”, (dis) plomado. Por causa disso, agora, o pobre que ontem não tinha chance, hoje, já pode freqüentar uma faculdade de direito, se, só isso bastar para legitimá-lo como pretendente ao cargo maior da republica. 

                                                 

Publicado por: wilsonsenhorinho | 26 04 09

Pra não perder a Razâo

Posso estar enganado, mas sinto que minha razão (regra das ações) me aponta para uma proposta inteligente do dirigente deste Blog, o Gildasio, quando apresenta alguns temas para debate, vinculados na sua maior parte, com a intenção de integrar grupos de pessoas “pensantes”, na exposição dos seus pontos de vista nos mais variados aspectos da vida administrativa da cidade. Tudo que se produza em beneficio do seu povo. Seria, a meu ver, um debate plural, civilizado. Um jogo sem derrotados, no mínimo até que empatasse, mas sem perdedores. Nunca. Desse debate, quem sabe, surgido da inteligência dos críticos, ter-se-ia um panorama racional e prioritário, próprio dos que dizem amar esta terra, que seria condensado pelo Gicult e encaminhado á administração municipal como uma colaboração dos internautas para estudo de sua viabilização. Mas, pelo que vejo, Gildasio tem tido dificuldades em se fazer entender. Quase sempre, o que se observa, é um desfile de criticas, até de cunho pessoal. Desrespeitosas que até não acredito que sejam propositais, talvez ocorra pela inconsistência para não dizer inconseqüência, no uso do vocábulo apropriado. E por isso ataques á integridade, á moral de pessoas com um passado de retidão, que enobrece o presente e é orgulho para uma família construída, bem alicerçada e que se alimenta de testemunhos. É fundamental que se tenha o zelo e cuidado em não misturar as coisas.  Saber distinguir e também conviver com as diferenças político partidárias entre pessoas. A democracia é o conviver dos contrários. Nisso reside sua beleza e seu sustento. Fora daí, é a ditadura, o regime e mando do partido único. Quem dela experimentou, conhece. Discuta-se a ação política do político. Divergir dele. Discordar dele.  A recíproca é inerente a essa ação. Também àquele que você combate lhe é assegurado o direito de combater, de discordar. Ninguém é dono da verdade, e na política então! Cuidado com os arroubos e destempero que, inconseqüentes, maculam reputações do correto cidadão comum, embora político. Nada mais trágico do que falar do que não se pode provar: “estas famílias são as mesmas (sic) que se LOCUPLETARAM ao longo dos últimos 50 anos”… – “quem se beneficiou mais os Borges e Lomantos que estiveram no poder em Jequié, ou…”

LOCUPLETAR: tornar rico- enriquecer-se- saciar-se-

MALFEITOR: aquele que comete crimes ou atos condenáveis – facínora- grande criminoso- celerado-(adj . malfazejo)

Posso até “não ser ninguém” (de expressão) mas existo como gente, filho desta terra, com mais de meio século da vida desta cidade, e NEGO que a historia desta “SENHORA” (Jequié) registre em suas folhas ou apêndice, qualquer BO de  ”incriminação”ou  como “facínora” de terem “enriquecidos” à custa do poder publico atribuído as famílias “Borges” e “Lomantos”. Se ricos e independentes agradeçam ao legado de seus antepassados.

 Muitas vezes a “cara” nem sempre reflete a vergonha, de mais valia é a conduta o exemplo e testemunho. Tem cara de muitos que pode até brilhar, porque é de “pau”.

No inicio falei na razão. Todos temos a razão. Agora, o problema é que “nem sempre a razão triunfa das paixões”. A razão é intuitiva, não deve confundir-se com o raciocínio que é discursivo.

PS-Comentario em resposta a um texto de um internauta no Blog- GICULT, opinando sobre a postura  das “familias Borges e Lomantos”, na história de Jequié.

Publicado por: wilsonsenhorinho | 24 04 09

ESTOU RETORNANDO

 

 

  

 

 

Estou retornando á atividade de “bloguista” ou “blogueiro”, não sei, o certo é que depois de um longo tempo vou alinhavar de novo, registros de soluços da memória, o que se foi, mas não morreu, e o que, no presente me ilude com a idéia enganadeira de que sei escrever.   É bom explicar que a demora  foi motivada  pela ausência do sinal de internet, pois eu compartilhava com meu sobrinho que mudou de residência. Aliás, eu também mudei. Estou agora no Jequiezinho.

 

Mas hoje depois de assistir em vídeo a nova sensação musical do momento, a Susan Boyle, fiquei refletindo o homem, o ser humano. A Susan  não tem nenhuma atração física de beleza, que chame a atenção. E é de cima à baixo, por completa. E, se é pouco, ainda tem 47 anos. Sua entrada no palco se  refletia nos rostos das pessoas, começando pelos jurados, até á platéia presente ao programa de auditório. Muxoxos sarcásticos e risos enrustidos de gozo. Era um Reality Show, que premiaria o melhor “calouro”. De pé, encarou os jurados, dois homens e uma jovem linda.  Interrogatório. Não sei se era praxe do programa. Mas o ar era, digamos, de desdenho, como se um ser estranho, exótico tivesse pousado nom espacinho da imensidão do palco. Respondeu a  tudo. O nome, de onde viera, porque estava ali o que desejava.  Em seguida a ordem, cante.

Muito simpática e espontânea, e, na nossa linguagem interiorana, uma caipira. Nem suspirou e “abriu” a boca.  Nem precisou fechá-la para encerrar o acorde, e já, engolindo os risos irônicos, os rostos de jurados e publico se contraíram num desenho de “êxtase”. A moldura do espetáculo, era outra. “De alegria e, muito mais, “de “ ESPANTO”. Sem duvida que a voz da “garota” quarentona,  era linda, pura, melodiosa, afinada. Mas, não exclusiva. Cantoras existem mais conhecidas e,  porque não, melhores. Como outras existem piores, com grande audiência, e “fans clube”, mas com uma diferença, rosto bonito ou corpo esculpido. E muitas vezes, só isto basta. Pois bem vem daí a minha reflexão da reação do ser humano. Sempre buscando algo que lhe acuda o instinto da sua satisfação pessoal.  Às vezes, até no ridículo, mesmo que isso lhe dê alegria. A meu ver, foi o que aconteceu nesta história. E eu me pergunto. Fosse a Susan “xérox”  de um rosto de Ana Paula Arósio, cantasse como cantou,  teria a mesma reação por parte dos juizes e platéia? Foi premiada  porque é um fenômeno de “voz”ou porque é um  ESPANTO DE FEIA  e por isso a  surpresa? O certo é que hoje, Susan Boyle 47 anos, feia por fora, carrega, por dentro, um dom presente de Deus. É um lírio do campo… não fia nem tece…

 

Publicado por: wilsonsenhorinho | 05 03 08

DOIS FATOS

 

Hoje (quarta-feira), assistindo o jornal bom dia |Brasil fiquei estarrecido com o comentarista global, Alexandre Garcia. Naquela sua pose de rei de Inglaterra, quando está mais para rei momo de carnaval mambembe, tentando justificar a atitude criminosa da Colômbia que invadiu território equatoriano, apenas para contradizer o presidente Lula que, consciente e lúcido, disse que “o caso concreto do conflito é que a Colômbia violou a soberania territorial do Equador”. E não foi isso que ocorreu? Mas o global se pergunta, para entender, se o Equador antes, não teria desrespeitado a Colômbia, ao abrigar um grupo armado e deveria pedir, também, desculpas por isso. Ele faz parte daquele tipo que “não está nem a favor, nem contra, muito pelo contrário”. Então o negocio, é só pedir desculpas e pronto. PODE INVADIR. Aliás, essa realmente é a sugestão do porta voz da Globo, pois segue afirmando com uma perola produzida por uma mente belicista que –“a Colômbia parou de se enganar que só poderia combater as Farcs, dentro do seu território”. Beleza, pelo dito, na perseguição aos guerrilheiros, devemos, o Brasil e Lula, principalmente, se invadirem nossa soberania territorial, nos sentir “honrado” com um pedido de desculpas colombianas. E sabem por quê? Olhe só outra perola regressista, conformista e desculpista(?) Alexandrina Garciniana –“afinal foi nela que os americanos se basearam para combater (invadir) os talibãs no distante Afeganistão”. Pronto, ponto final; Ah, ele se esqueceu de exemplificar o Iraque. Imagino a alegria e sorriso aberto do Alexandre (o pequeno) se nossa invasão for americana, do norte. x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x- NOVA ATIVIDADE PROFISSIONAL Está surgindo agora nesta cidade, uma nova atividade profissional ainda não registrada para efeito de Imposto de renda. Você já reparou que em qualquer ponto que você estacione seu carro na cidade, há sempre um flanelinha, guardador á sua espera? Você tem que incluir no rol de despesas fixas no seu orçamento, a gorjeta. Não falo por mesquinhez, mas por conta fácil de fazer.Quando você tem, por força da sua profissão de vendedor ou representante comercial que fazer no seu percurso de “visitas”, diversas paradas, em lugares mais variados, lá vai gorjeta, e quando não a dá? Ás vezes você estaciona apenas para comprar uma caixa de fósforos ou outro artigo de valor ínfimo e tem que ao sair, “gojetar”, o fósforo sai caro. Nos supermercados então, se dão ao luxo se “guardar” vagas para os seus clientes selecionados. Outro dia, no Cardosão, quase atropelo um que inesperadamente saiu para impedir que estacionasse, porque a vaga já estava “prometida”, e o cliente apontara lá na curva do INSS. O certo é que essa nova figura “trabalhista” prolifera em Jequié, em todos os pontos onde possa se estacionar um automóvel. Hein? Não, Vitória da Conquista, me disseram, não tem não. Lá, é zona azul. Lá tem prefeitura, é? Ah sim.

Publicado por: wilsonsenhorinho | 28 02 08

SAUDADE DOBRADA

 Estive afastado por um tempo. Recolhi-me à tranquilidade da área rural; do ar puro e fresco do campo arborizado e florido, isento de poluição; do canto das aves livres; do cheiro ameno do cocô de vaca; da comunicação suave e doce do terno mugido do bezerro e a resposta melosa e acolhedora de sua mãe; do vislumbre de uma noite estrelada como “arca de jóias aberta”; de uma lua mansa, e cheia de sedução, vencedora das trevas.

Ali o tempo como que não passa. Por isso a idade avança menos e você não fica mais velho, o contrário. Remoça-se, renovando a vida. Cá, já bem cedo o martírio recomeça do berrar irritante e doentio, dos locutores (?) da sonorização de rua. Quanta saudade já, de lá, desligado estava da zoeira de cá.

Só não me desliguei no dia 25 de fevereiro, dia em que Deus chamou minha mãe pra sua nova morada, que lhe fora reservada, promessa de seu filho. Depois de quase sete anos acomodada num leito, serena na dor que o mal de alsenheimer, lhe acometia, lacerando suas carnes com as temíveis “escaras”, ela se foi. Para ela, como para nós, foi um “alivio” sofrido, de um lembrança que completa três anos.

Naquele dia 25 eu dizia:

O silencio viveu nela.

A humildade viveu nela.

A serenidade viveu nela.

O servir viveu nela.

A partilha viveu nela.

A generosidade viveu nela.

O AMOR sobrou, nela.

Ainda no impacto da partida, lhe dediquei um acróstico. Sirene, seu nome. No dia 27.

“S ofrimento chagado, não como o teu Jesus,

  I  rrompia das costas sangrantes, não como a tua, Jesus,

  R efletindo no rosto dorido, não com o teu Jesus,

  E ra a imagem da dor recolhida, não como a tua Jesus.

  N  o peito, um coração sem rasgo, não como o teu Jesus,

  E  fluente de amor generoso pulsava,, este sim, tinha nacos do teu.”

Por hoje é só.

Publicado por: wilsonsenhorinho | 12 02 08

Eleição x Aliança = PODER

ELEIÇÃO X ALIANÇA = PODER

Hoje, abrindo o blog de Marcos Oliver, percebi uma quase indignação sua, pela possível aliança entre PT e PP na eleição para prefeito de Jequié, suspeitando que tal aliança desmoralizasse o deputado petista Isac, e ainda contraria pensamento da base municipal do partido. O que acontece hoje, é que o desempenho em duas eleições disputadas fizeram de Isac, a “bola da vez”. Todos os jogadores, como no futebol, correm atrás da bola, não podendo perdê-la. Por vezes, a bola sofre por conta de muitos “peladeiros”, então, todo cuidado é pouco. E eu, como o blog permite comentário fiz o meu assim:
“O grande problema da política de Jequié, tem sua raiz fincada no mesmismo de antanho. Não é o político pela política, mas o político pelo poder. Pode até alguém discordar dessa minha teoria, sob alegação de que em todo lugar é assim. Ocorre que só posso falar do vivo e conheço. Existe diferença? O meu velho Lello (sempre ele), me traduz assim a palavra política: “arte de governar um Estado, a verdadeira política é honesta. Negócios que interessam ao Estado”. Aquele que age sob essa tradução, exercita a arte de governar, é o político pela política. Nenhum negocio é mais importante e de interesse de um Estado, que o atendimento e cuidado dispensado ao seu povo, em todas as exigências de uma sociedade sem discriminação de cor, raça ou patrimônio financeiro. O contrário é o que chamo de, o político pelo poder. Aquele que tem e quer, a todo custo exercitar o mando e, para não perder esse mando, insinua-se de todas as formas, atropelando critérios até. Armando qualquer tipo de acordo ou coligação política, contanto que não lhe tire o “sagrado” direito de nomear, desnomear, transferir, rebaixar e não promover os que não comungam dos seus “ideais’ métodos de administrar a coisa publica. Veja você, os que reclamaram, denunciaram com seus discursos críticos, conclamando mudanças sob a alegação de que só dois grupos se revezavam quando não se juntavam, para sempre continuar “mandando” na política de Jequié. Tem alguma coisa diferente dos que assumiram o poder, já há uma dúzia de anos e querem se perpetuar agora, nem que seja “familiarmente”?  Não adianta cobrar coerência, este é critério de gente séria. Ou não é? E ainda quer agora, a justiça eleitoral, que o voto seja do partido. Que partido?  Se a realidade mostra, que no Brasil, os Partidos são todos, partidos. Acha-se pouco, acrescente uma pitada do eleitor, aquele que não pensa no coletivo, mas apenas nos seus próprios interesses pessoais, no emprego que deseja, só emprego, trabalho não, e o resto, pouco importa. Falta-lhe consciência política, não valoriza essa poderosa arma intransferível e de infalível ação, que se bem usada, elimina um bocado de aventureiro incompetente. Tô errado?
Publicado por: wilsonsenhorinho | 04 02 08

Porque é Carnaval

FESTA DO CENTENÁRIO-(Nos cem anos de Jequié)

CEM ANOS, de tantas histórias que contam,
deslizam nas aguas, serenas às vezes,
ou  em marolas e tontas,
num rio barrento,  sem contas
Que importa se as contas  eram  conchas,
que há tempos o rio carregou,
e,  longe,  destino  final dos rios,
no mar despejou.
Se  o que vale  e o que conta,
são apenas as histórias
que contam, sem  outras tantas,
que a memória guardou,
mas  o homem, porque? 
na história, não registrou.
Mas historia é história…
   
Cem anos se foram,
e  as  festas  chegaram.
E como as contas ou conchas,
que as aguas levaram,
se foram tambem,
embrulhadas nas festas,
as dores e lágrimas que
sem historia ficaram.
Viva a histótia, viva a memória.
****************++++++++++++***********
TERNA  LUA 
                               ( noite de lua cheia-praia Jacuipe)
                                              ( 15-01-06)
O rei Sol,  acomoda-se para dormir.
No espaço do infinito, a noite doinadora, abre seu
profundo rescuro abraço de trèvolas  e,  satisfeita se 
acomoda  vencedora.  Faz-se silencio.
Mas, de repente… sem zoada, nem bulício,
um esmaecido azul cutuca a noite que, preguiçosa
quiz despertar, mas  frágil, se encolhe na janela do céu
e,  lá se anula e dorme, recolhida na impotente força das trevas,
porque, para tudo  SEDUZIR,  a   LUA  ACORDOU!…
-Soluços da memória-
                           
Publicado por: wilsonsenhorinho | 02 02 08

Tirando do Baú-Porque hoje é sabado

Eu venho sempre dizendo pra voces que a memória soluça, e, por isso nos faz relembrar fatos do passado. Acontece que tinha eu um pobre acervo de rabiscos e que, pensava bem guardado,mas  as “traças”,  não.   Por isso que o que sobrou, resolví “blogar” para garantir a sobrevida de tanta besteira. Muitos  recordam  do edificio ” GRILLO”, na rua 2 de julho com praça Rui Barbosa e de sua imponente arquitetura, que um dia , num estrondo,  o miolo do prédio veio abaixo. Cabe historia, nao agora. Vou  lembrar  só de uma frondosa mangueira que acolhia sob ela, mesas do bar do “bezouro”Alí se reuniam de politicos  a profissionais liberais de todas as areas e,  “voluptos”  bebedores mesmo.  Um gostoso e saudavel ambiente. Nenhum assunto ou problema escapava de solução. Pois bem, depois da tragedia o que restou do predio foi  demolido  e foi daí que pensei na crônica da mangueira. Foi assim:

FALA, BEZOURO”

“As vezes que me encontro com o Eunisio Bonfim sou cobrado para prestar colaboração em seu jornal. Estou hoje atendendo o seu desejo, me lembrando da nossa cumplicidade em escritos outros, há tempos atrás. Segredo. Era criança ainda, quando se fez a ” operação transplante”  da velha “GAMELEIRA” que existia na praça Rui Barbosa. Quantos discursos no arrancar, e no plantar da vetusta arvore, junto à ponte do Jequiezinho, depois da procissão com grande acompanhamento. Na època, muitos choraram, mas,  em nome do progresso, fez-se o sacrificio.

Aquela “Gameleira” foi um marco na vida da cidade.Alí, tropas se arranchavam e, por muito tempo seu tronco amarrou pontas de cabrestos dos animais cargueiros e de montaria. O chão sob sua frondosa copa, recolheu muito cocô e mijo daqueles animais de quatro pés e, por certo  dos de dois tambem, numa ou noutra vez em que a barriga e bexiga protestavam. Pelo que ouço contar, parece que registrou uma tragédia.

Depois que a gameleira se foi para sua nova morada, teve vida curta, mas, fez história. Essa divagação vem a propósito da demolição do edificio Grillo, tambem alí, palco de muita história e, a mais recente, trágica. Do primeiro colegio de Jequié do professor Brito, passando pela Cristal, ao bar do Dab Astrê, da barbearia de Joel, Vidraçaria de Braz Arleó e depois Adauto Simões e outras mudanças  mais e ultimamente, o bar do Fernando, o “ bezouro”. Sempre que por alí passo, me recordo de fatos “mais” recentes. Outro dia, dei uma paradinha junto com o Gilberto Barreto e ficamos  a olhar o trabalho de uma máquina na demolição Logo se ajuntou o  Amando Borges e,  aí,  o Giba fez a denuncia : está vendo Amando, você que tinha o hábito, quando jovem, de distrair-se vendo a construção desse edificio, hoje assiste a sua demolição”,   ao que Amando respondeu: é verdade Gilberto, o que  me consola é ver que você não se esqueceu daqueles momentos “. No papo dos dois, não interferí,  limentei-me a ouvir, pois aorendí, desde criança, que os  mais novos não devem se meter na conversa dos mais velhos. Respeito. Naquele instante meu olhar desviou-se para a velha “Mangueira” e fiz a ilação com a “Gameleira”.

Como  aquela,  esta arvore tambem fez historia. Quantos negócios foram realizados, quantos cochichos trocados, conchavos politicos traçados, segredos revelados, tudo sob a complascente  acolhida do sombreado da mangueira. Ah! se aquela mangueira falasse!… Vez ou outra quando a mentira era larga, a conversa chata, ou quando era violentada por uma mijada ou vomitada, a velha mangueira reagia com uma desavisada fruta se despencando e acertando a cabeça do abusado. Tragédia de pouca monta e menor repercussão. Motivo de risos, só.  Ah! se aquela mangueira falasse!… Quanto historia por contar do Zeca Piton, do Zé Banana, do Catraca, do saudoso Nadinho Meireles (dreher puro), do Waltinho, do Gilson e Ademario Leal, tanta gente mais, o espaço é curto. Pois é, a mangueira vai sair e não pode falar. Cumplice de0 tantas historias ela não fala, mas, nos resta um consolo, o de que, alguns fatos podem ser revelados porque, existe, um Bezouro que fala.

Publicado por: wilsonsenhorinho | 31 01 08

QUEM MERECE?

Encontrei um dia uma revista, Carta Capital, cuja capa de chamada das matérias internas, me aguçou a curiosidade, estampava uma foto de Kaká, com uma inscrição em inglês na camiseta  :”Belong to Jesus”- (pertencem a Jesus)- e a chamada  A FÉ E A GRANA. Entrei nas páginas da revista e pude verificar que um juiz  de S.Paulo quer se inteirar dessa intimidade do melhor  jogador de futebol do mundo, com uma Igreja que  se denomina Renascer. Espantou-se o juiz quando tomou conhecimento que o Kaká, oferece por ano, apoio financeiro de 2 milhões de reais aos proprietários que se autodenominaram bispos da Renascer, e  estão prisioneiros da justiça americana. A reportagem traduz a opinião dos reporteres e de pessôas outras, inclusive divulga  o questionário endereçado ao  atleta, com perguntas do juiz. Não entro na questão da opção religiosa de ninguem.  Hoje se tornou lugar comum  “fundar”  igrejas, sob as mais diversas e, ás vezes curiosas denominações, é fundar, criar um estatuto, registrar no cartório  virou igreja, agora, é encontrar  “meios”  de se auto-sustentar. Não derrama sangue nenhum. Mas o que se questiona, eu particularmente, é se saber que o bispo e a bispa, são donos de um patrimonio estimado, segundo informam, de mais de 130 milhões  de reais. A reportagem indica  a  serie de falcatruas para amealhar e “guardar” os milhões arrecadados. O que fico besta de ver, é  alguem como Kaká,  instruido, inteligente, ter disponivel uma fortuna anual destas, e não aproveita-la criando uma fundação ou associar-se a tantas que existem. Principalmente no meio dos seus colegas de profissão que atendem e assistem aos mais necessitados, seja na area de educação, saúde,  esporte e outras. Hospitais de tratamento do cancer de crianças pobres, que comumente pede socorro de recursos pra não sucumbir. Quem sabe agora Kaká não vislumbre que está a financiar, com seu trabalho, a vida  dessa dupla “bis-pària”, com  mansão em Miami e que ” broca”  uma Biblia para nela esconder  dólares, lhes proporcionando uma vida de milionarios  nos EEUU. E o mais grave, em nome de Deus, que segundo a revista, na lingua da chuteira revela que ” deus é fiel”.  Aliás, tá  em moda essa expressão, como descoberta nova.  ”QUE DEUS É FIEL”   já ouvia minha avó Lili  falar, repetindo o que a Mãe de sua Mãe já sabia.

PREFEITOS DO BRASIL- os melhores

Rapaz, continuei folheando a revista e, de repente, um informe publicitário dava conta que a Kriação Propaganda,( não lhes digo de onde é, porque inexiste qualquer anotação de endereço em toda publicação) fizera , através do seu departamento de telemarketing, uma pesquisa de opinião em centenas de municipios brasileiros,  avaliando o desempenho dos prefeitos, com indice de bom e ótimo acima de 60%. Que susto, óia nós, Jequié lá? Nosso prefeito  Reinaldo com 68%. Não, nem me venha dizer que os telefones pesquisados, foram da prefeitura, porque uma vez, não conseguindo falar, liguei para um celular de alguem que lá trabalha e fui informado que estavam “entupidos”. É pode ser depois desentupiram. Apesar  que  sejam 10 páginas com tanto prefeito “bom e ótimo”,  mas resolvi pesquisar via internet, cidade por cidade, para saber, quantos habitantes de cada uma delas, não por “desconfiança” mas afinal com quem Jequié concoria. Olha, do lado de Minas foram 37 cidades, a mais populosa que encontrei, foi Curvelo com 68 mil. Moço, nós concorremos com cidades de 2,3, 4, 5, 6 mil habitantes. De 20 pra baixo.É bom friar que não são numeros de eleitores, mas habitantes. Cheguei a pesquisar S.Paulo e resolvi parar, quando encontrei de 6 e 9 mil. Desisti. Humilhante. Isso tudo me fez retornar a um passado, quando o titulo de melhor, fosse no que fosse premiava Jequié, nunca pensei que isso, nessa forma, pudesse acontecer de novo. Aconteceu. Mas costumo dizer que, memória é memória e história é história. Memória se tem. História cada um faz. Tem custo? Por fim, tem lá bem pequenininho, um e-mail, enviei mensagem, pedindo detalhes. Até agora, sem resposta. Quer “emeiar” tambem?   quem sabe voce tenha melhor sorte na resposta: kriaçãopropaganda@bol.com.br  

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