LEI SECA! No Transito
Talvez por causa da “obsessão” de parte da grande imprensa em “bombar” o governo Dilma, para atingir o torneiro nordestino e “ex”, ainda não encontrou tempo de debruçar, nem avaliar a decisão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. É que, de agora em diante, o motorista que dirigir sob o efeito do álcool no sangue comete crime, independente da quantidade ingerida.
Sem qualquer presunção de julgar-me competente para debater o problema, invoco o direito de sustentar-me numa certeza animadora de que “penso, logo existo”.
Assim sendo, palpito.
Depois, do que se anuncia, é possível de se imaginar as dificuldades que se tem de legislar, quando a opinião pública se manifesta contundente na cobrança da atuação do legislador. E se misturam pressa e emoção.
De fato, a situação da violência no transito no país, ultrapassa os limites da intolerância e respeito pela vida das pessoas. Mas será que está no quantitativo do álcool ingerido, que tanta gente morre (assassinada) no transito? Ou na falta de cumprimento da legislação que pune o infrator? Por que o bafômetro? Qual sua função? Ah! Para medir o nível do álcool no sangue. Uai, existe um limite? Então, é cientifico ou não, que até aquele limite não se está “sob o efeito do álcool”, e então nada impede alguém de estar ao volante de um carro? De qualquer forma, o bafômetro continuará existindo para comprovar que o motorista está “enxuto”, ou não.
Agora, se ele fizer uso da medicina Homeopática que na composição de algumas receitas faz uso do álcool, o própolis, por exemplo, e um comedor inveterado de “saladas” (me incluo), regada no azeite e no vinagre de vinho tinto ou o vinagre de álcool ? Serão proibidos o uso nas saladas?
È indiscutível providencias punitivas para os irresponsáveis alcoolizados ao volante. A meu ver, o grande problema está nas mais variadas tangentes para se fugir da punição ao infrator. Muitas até sem respaldo nos escaninhos da lei, mas asseguradas pelos padrinhos protetores, em todos os níveis de poder.
Imagino que muita coisa ainda vai mudar, e precisa mudar. Que não seja só no “volume, quantidade ou nível” , mas sobretudo no cumprimento da Lei.