Tenho resistido a dar uma maior assistência a este blog despretensioso. Sinto-me em divida com ele. Hoje resolvi maltrata-lo, pra não perder o costume. Alíás, mais sinto falta dele que ele de mim.
Acontece que está havendo nos festejos juninos deste ano, uma orquestrada conspiração, nascida no descontentamento de interesses contrariados, só pode ser, de alguns setores de comunicação. Tem gente que não sabe distinguir o que não lhe sendo favorável, torna-se menos favorável ainda pra cidade e mistura alho com bugalhos. E tome politiquice. É triste. Tudo por causa do nome temático do “São João Xangô Menino”. E cada um se cuida de buscar opinar nas mais variadas explicações do seu significado. Algumas “cabidas” e outras “descabidas”. Hoje me deparei com um texto articuladissimo de uma literata. Era condenatório aos que não se conformavam com o “Xangô” do tema junino. Mas não me contive com a afirmativa da articulista num dos parágrafos , daí ousei com as linhas abaixo:
Da polêmica a polêmica ( 1 )
Aprendi quando criança na fala dos meus avós, que “panela” que muito mexe, fede”.
E a sabedoria do passado atualiza o presente. O anuncio antecipado de que este blog apresentaria um texto a respeito da polêmica do São João “Xangô” menino, ao concretizar-se, mexeu a panela e borbulhou uma nova polêmica. Tão ou mais preconceituosa que a do texto explicativo buscou condenar.
Não tendo o luzeiro dos títulos e conhecimentos, por isso, desculpando-me da ignorância desse fato, me permito apenas emitir opinião do que, no meu entendimento não posso concordar. Ilustre mestra dizer que:
“O sentido dado pelos colonizadores à história africana é mítica, como o mito para eles faz parte do que é inferior, menor, é considerada mentira, como se a história do grande Jesus Cristo também não fosse um mito. É importante saber que mito é entendido como história oral, modelo exemplar, como é o mito do Sàngó e de Jesus Cristo”
Permita-me utilizar o socorro do meu envelhecido “Lello”:
MITO- (do Gr.mythos, fábula) Passagem ou particularidades dos tempos fabulosos ou heróicos: ou mitos da Grécia. Tradição que, sob a forma de alegoria, diz respeito a um grande acontecimento natural, histórico ou filosófico. Fig. Coisa inacreditável. Fabulosa.
Não só minha curta inteligência, mas a historia da humanidade nos registros de papiros e outros acentos formadores da tradição cristã, recusam admitir que o “grande Jesus Cristo,” gerado no ventre de uma mulher, pregado numa cruz, sepultado e ressuscitado seja um MITO (alegoria, uma fábula) Não se encontra na imaginação do homem. É REAL. Como reza o credo niceno constantinopolitano- GERADO, NÃO CRIADO.
Quanto a “Sàngó”, a assertiva é da ilustre Mestra. Que conhece a história.
Tenha a certeza do meu respeito mais profundo.”
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Polemica – (2)
É a praça Ruy Barbosa com enfeite colorido de branco e vermelho. Um absurdo pelos mesmos críticos. A fase dizem, é do verde e amarelo da seleção de futebol na copa do mundo.
Ora, a cidade tá toda “embandeirolada” de verde e amarelo. Ocorre gente, que ali na praça, está montada uma “VILA JUNINA”, o tema é São João. Depois é fácil entender-se que o São João não coincide com a copa, mas o contrario, a copa é que coincide com o São João que é de todo ano, a copa de 4 em 4. Que se mude a copa!…( AH!AH!)
Você ouviu alguma critica ou revolta para o colorido da Vila Junina em Vitoria da Conquista?
Feliz São João, uma das festas mais populares, simplória, pés no chão, colorida, rica de sabores nos produtos do pródigo milho, do licor de jenipapo, do inimitável e insaciável amendoim, do calor da fogueira e do malabarismo dos fogos. São João de todas as cores e adornos, de todos os risos, das vestes remendadas, da alegria sem idade do sertanejo sem medo.
FELIZ E MODERADO SÃO JOÃO.