Publicado por: wilsonsenhorinho | 09 05 09

DIA DAS MÃES- A CÕR DA FLÕR

                                                                                                                                                                                                                                            

 Segundo domingo de maio, dia das mães. Como se todos os dias, não fossem, dias, delas. Mas é bom que haja esse muito especial, embora o apelo maior seja comercial. Como se a jóia, o perfume, o eletrodoméstico etc. mais caro ou mais barato dos presentes, pudesse, de alguma forma, resgatar tantas falhas nossas, que um coração generoso, nunca cobrou. Mas vá lá, que seja assim. Pelo menos ajuda a despertar em certos filhos, a necessidade de rever atitudes pra com uma mulher de coração sem medidas.  Hoje é Dia das Mães, de todas as Mães, pretas, brancas, ricas, pobres, da mesma cor do sangue que alimenta um coração que só pulsa amor, só pulsa perdão. Coração aberto ao bom, ao belo, á paciência nas noites insones pela doença do filho pequeno e, das tantas outras que a madureza da idade não foi suficiente para livrá-lo das armadilhas da vida, alimentado pela violência do mundo. Lá, pequenino, frágil, era seu dependente, cá crescido, maduro, é dependente dos vícios, das drogas, dos outros.  Mas é o filho de ontem, de hoje, de sempre. Da dor no parto, a alegria do primeiro choro para a vida, para o mundo, é filho.

 

Numa crônica de Humberto de Campos, que é verdadeira oração, eu li: “Mãe hoje é teu dia, é teu todo o meu coração. Esta casa de pecados santifica-se neste dia, com a tua presença. A capela fúnebre de minha alma se enfeita de rosas para o teu culto. Ajoelhado diante de ti, eu me confesso o pior dos filhos, da mais santa das mães. Deus te abençoe e te proteja minha mãe, como tens protegido a mim”.

De outro poeta aprendi que é um “dia Alegre” e “Triste”, de acordo com a cor do cravo ou da rosa de cada peito. Uns, trazem a flor rosa da alegria da mãe que ainda vive, outros o cravo branco da saudade da mãe que se foi. Pode ser dia das duas flores, mas acima de tudo da flor maior, mais bela do mundo. Flor que é sempre botão a abrir-se, perfumado e solene, quando fala ou lembra do filho que está, ou daquele que se foi. Na minha vida, por 70 anos, uma flor botão se abriu numa mulher, onde:

                      O silencio, viveu nela.

                      A humildade viveu nela.

                      A serenidade viveu nela.

                      A partilha viveu nela.

                      A generosidade viveu nela.

                      O AMOR sobrou, nela.

Era minha mãe, Sirene, Sira.  Hoje a minha flor no peito, é o cravo branco.

 


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