Publicado por: wilsonsenhorinho | 28 04 09

COMPARANDO

Comentário que fiz em 15 de novembro 2007.

                                    

Estive lendo (emprestada), a Veja edição 2086 de 12/11 corrente o artigo “OBAMA A RESPOSTA” autoria de André Petry, de Nova York. Leitor curioso, sem pretensão de polemizar com tão influente articulista da, mais influente que ele, revista Veja, me revesti da quente ousadia de nascidos na caatinga desta cidade sol sertaneja, comentar seu artigo. Depois disso, não carrego cangalha, então…

Ali se percebe a intenção e propósito de apequenar nosso torneiro presidente, na montagem das letras para dar vida ao artigo que escreve. Diz o André que se muito se falou da semelhança entre a ascensão de Lula, como primeiro presidente de origem “humilde” do Brasil, e a de Obama, primeiro negro eleito presidente nos Estados Unidos, pouco se percebeu a existência de “diferenças intransponíveis”. E então, discorre ou descreve:

 

 ”A comparação (com Obama) seria possível se Lula tivesse nascido na Ilha de Marajó, filho de um angolano com uma sexóloga de Cuiabá, tivesse morado em Bangcoc, na Tailândia, e fosse formado em direito na Universidade de São Paulo”. Não se satisfez e continua emitindo sua opinião, de que “Lula com sua origem pobre, pertence á maioria étnica brasileira (inferior?). Obama, como negro, é da minoria nos EEUU (superior?)” Diz que “Lula era o político mais conhecido do Brasil” porque das quatro tentativas se elegeu na ultima, (faz-me lembrar Miterrant). Já Obama se elegeu na primeira. E parece encontrar maior defeito no Lula, porque “conhecia o Brasil de norte a sul. Obama, não.” Interessante, a inspiração para exaltar o candidato Obama e sua vitória, necessitou de apelos comparativos (alguns claros, outros dissimulados) com o nosso torneiro mecânico na presidência do Brasil. Para terminar, é que do fundo da sua inteligência de repórter brotou, reveladora e sensata sua certeza de que, “as diferenças são intransponíveis”. E eu, ajudo, com muito prazer para confirmar:

A comparação (com Lula), seria possível se Obama tivesse nascido num pobre sertão nordestino, filho de um lavrador de mãos curtidas e calosas com uma sofrida, excluída e anônima mulher, tivesse morado nesse ressequido chão sem água nem comida e na periferia de uma favela paulista, e fosse formado em resistir á fome na Faculdade da vida de retirante, num velho caminhão “pau de arara”.

E, tem mais, por decisão soberana de 60% do povo brasileiro, reelegeu-se presidente da republica, mesmo sendo um simples, mas “honroso operário metalúrgico”, (dis) plomado. Por causa disso, agora, o pobre que ontem não tinha chance, hoje, já pode freqüentar uma faculdade de direito, se, só isso bastar para legitimá-lo como pretendente ao cargo maior da republica. 

                                                 


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