Publicado por: wilsonsenhorinho | 17 06 09

HIPOCRISIA

A mente humana é uma máquina que roda sem parar. Roda tanto que às vezes se “estonteia” e, se não tiver, por pouco que seja um pingo de óleo de freio, atropela sua própria massa encefálica. E aí “obinubila” (ufa) a inteligência. Nisso, o individuo, dono dessa mente só vê defeito. Nos outros.  Principalmente se esse outro não lhe é simpático. E pior ainda, se adversário político, ou mesmo adepto. Aí, “cachorro doido” prá cima dele. Agora se o contrário, sendo político da sua cartilha é só, risos, por mais sem graça que seja a graça. E o mais interessante, como política é nuvem, sempre em movimento, aquele condenado de hoje já pode ter sido um seu grande correligionário, ontem. Interesse contrariado é uma merda.

 

 

 

HIPOCRISIA 

 

 

No horário de publicidade política gratuita, a vez agora é do PeSiDeBe. Mais uma vez prova-se o atordoamento que domina o partido que, se dizendo oposição, está perdido como cego em noite de tiroteio. Sem discurso pra apresentar o novo, recolhe-se a cutucar o passado, na busca de ciscos de uma sujeira que não foi adiante na punição dos envolvidos. E um deles é o atual senador mineiro Eduardo Azeredo do pesidebe. Até a historia do dólar na cueca, que, pelo que sabemos só restou a cueca, certamente grampeada numa folha de papel oficio, e juntada no processo. Tenho a impressão que nem vão abrir mais o calhamaço, pois certamente, para não interferir nas provas da peça, a guardaram da mesma maneira como a tiraram do seu “usuário”, sem lavar. Imagina o “cheiro” de uma cueca usada abafada e sem lavar a 2/3 anos?

Tem coisa mais nova que o pesidebe não divulgou como denúncia preocupante. A cassação do Cássio Cunha do partido, e governador da Paraíba; as denuncias contra a governadora também do pesidebe do Rio Grande do Sul e que o partido não tem permitido que se crie uma CPI, da mesma forma que o outro tucano de S.Paulo impede?

Quanta pobreza de conhecimento do que acontece no Brasil por parte daquela peça publicitária.  Devem ter pés de aço, com tanto tiro que levam no membro, (?) do “pé”.

A quem esperam enganar? Logo o baiano, que todos sabemos que o burro nasce morto? Bom, mas quem sabe, pode ter acontecido algum nascido com “cara de gente”.

 

Publicado por: wilsonsenhorinho | 08 06 09

SONHOS ? SIM…

Ultimamente tenho tido pouco tempo para registrar comentários neste blog. Certo que não tenho me descuidado de exercitar a memória, pois participo com alguns textos no Gicult, um blog aberto a quantos queiram interagir com suas opiniões e comentários sobre os mais variados assuntos ali expostos.

 

Pena que grande parte dos internautas se ocupa mais em “enviar recados”, ou melhor, “trocar recados”, como se ao telefone estivessem já que separados fisicamente, e, pelo que escrevem, ainda bem! E quando se trata de fatos da política, extravasam paixão e ódio na defesa dos seus gurus políticos. Ainda bem que a internet não é condutora de carga elétrica. Senão teria gente virando torresmo. O Gildasio se vê apertado com a difícil missão de mediador do blog. Não são raros ataques pessoais e desrespeitosos, no uso da linguagem para atingir as pessoas. É uma pena.  Seria melhor se não fosse assim.  

 

 

MUDANDO DE ASSUNTO

  

Outro dia ouvi um cidadão numa entrevista pela TV, repetir um velho e conhecido “ditado”:  “Sonho não enche barriga”.

Embora possa refletir uma realidade, de longeva história, e nela sempre nos apoiemos para encobrir uma desculpa, resolvi matutar e gastar neurônios pra me convencer do “dito”.

Aí comecei a pensar. Realmente sonho não enche barriga. Mas o sonho alimenta a esperança, alivia o espírito. Alegra o coração. Depois, não fomos criados apenas com o deposito da barriga, outro repositório que Deus nos deu, foi o coração. Por isso Jesus nos diz que: “onde estiver teu coração aí está o teu tesouro”. Por mais absurdo que sejam os projetos sonhados, pode não botar pão na mesa, mas “nem só de pão vive o homem”. Não é sonhar pra não viver “o agora”, não, mas vivendo “o agora” pra sonhar.  Pode até acontecer que você não viva para gozar seu sonho, tão grande que era. Mas, se dele (sonho) benefícios viriam, com certeza quem dele tirou proveito tornando-o realidade, nunca ofuscará o brilho do seu sonho. Pois jamais faltará alguém para lembrar-se do sonho que foi seu.

E da noticia da festa um anjo se encarregará.

Espírito aliviado, coração alegre, sem mais sonhos pra anunciar, você viverá o descanso dos justos, na certeza de que, valeu à pena “sonhar”.    

 

Então, vamos  SONHAR?

Publicado por: wilsonsenhorinho | 09 05 09

DIA DAS MÃES- A CÕR DA FLÕR

                                                                                                                                                                                                                                            

 Segundo domingo de maio, dia das mães. Como se todos os dias, não fossem, dias, delas. Mas é bom que haja esse muito especial, embora o apelo maior seja comercial. Como se a jóia, o perfume, o eletrodoméstico etc. mais caro ou mais barato dos presentes, pudesse, de alguma forma, resgatar tantas falhas nossas, que um coração generoso, nunca cobrou. Mas vá lá, que seja assim. Pelo menos ajuda a despertar em certos filhos, a necessidade de rever atitudes pra com uma mulher de coração sem medidas.  Hoje é Dia das Mães, de todas as Mães, pretas, brancas, ricas, pobres, da mesma cor do sangue que alimenta um coração que só pulsa amor, só pulsa perdão. Coração aberto ao bom, ao belo, á paciência nas noites insones pela doença do filho pequeno e, das tantas outras que a madureza da idade não foi suficiente para livrá-lo das armadilhas da vida, alimentado pela violência do mundo. Lá, pequenino, frágil, era seu dependente, cá crescido, maduro, é dependente dos vícios, das drogas, dos outros.  Mas é o filho de ontem, de hoje, de sempre. Da dor no parto, a alegria do primeiro choro para a vida, para o mundo, é filho.

 

Numa crônica de Humberto de Campos, que é verdadeira oração, eu li: “Mãe hoje é teu dia, é teu todo o meu coração. Esta casa de pecados santifica-se neste dia, com a tua presença. A capela fúnebre de minha alma se enfeita de rosas para o teu culto. Ajoelhado diante de ti, eu me confesso o pior dos filhos, da mais santa das mães. Deus te abençoe e te proteja minha mãe, como tens protegido a mim”.

De outro poeta aprendi que é um “dia Alegre” e “Triste”, de acordo com a cor do cravo ou da rosa de cada peito. Uns, trazem a flor rosa da alegria da mãe que ainda vive, outros o cravo branco da saudade da mãe que se foi. Pode ser dia das duas flores, mas acima de tudo da flor maior, mais bela do mundo. Flor que é sempre botão a abrir-se, perfumado e solene, quando fala ou lembra do filho que está, ou daquele que se foi. Na minha vida, por 70 anos, uma flor botão se abriu numa mulher, onde:

                      O silencio, viveu nela.

                      A humildade viveu nela.

                      A serenidade viveu nela.

                      A partilha viveu nela.

                      A generosidade viveu nela.

                      O AMOR sobrou, nela.

Era minha mãe, Sirene, Sira.  Hoje a minha flor no peito, é o cravo branco.

 

Publicado por: wilsonsenhorinho | 07 05 09

Jogando Conversa Fora

POLITICA   É O DIABO

 

 

Esse titulo me traz à lembrança o poeta, cronista e político baiano, jornalista Wilson Lins. Realmente, nada mais pode se dar ao luxo de tramar e engendrar artimanhas, criando os maiores enredos pra confundir o raciocínio de uma pessoa, do que o rabudo enxerido do Diabo.  Torce, retorce pinta e maquia com tanta arte e sutileza. É o mais astuto maquiador de fatos, perfil e imagens de gente. E tanto mais esmero com a política, que é feita de gente. É realmente o tinhoso, um apreciador arquiteto da infame tarefa de confundir. E o safado, expulso do paraíso, despencando lá de cima teve amortecida a queda (ainda tinha asas, pois era anjo) e foi acolhido numa comunidade de nome: “OS ELEITOS”. Logo coroado rei.

 

Essa digressão assim um tanto “enxofrada”, vem a propósito dos últimos acontecimentos de uma semana atropelada exatamente na área da política e na comunidade dos eleitos. Teve de tudo. Confusão, sutileza, artimanhas, enfim, tudo como o Diabo gosta. A história começa com a indicação a Procurador Geral do município do sério e competente advogado Mario Alves Filho. Vereadores em sessão da Câmara, não aceitaram a escolha. Dos onze presentes, cinco  votaram contra. Marinho foi rejeitado. Alegações. Os ínclitos representantes do povo, zelosos dos seus mandatos, como autênticos e intransigentes puritanos defensores e cumpridores da Lei, – e não podia ser diferente -, não “assimilaram” que a nomeação e posse no cargo, antecedesse à votação e aprovação pela egrégia Câmara, do nome do escolhido. Nesse “pecado” corrente, se resume o veto. Certo? Errado.

 

Registros da história: a) nunca ninguém indicado, fora rejeitado; b) todos foram indicados e empossados, bem antes de aprovados; c) que se invoque o testemunho de um, à época vereador beneficiado (a lei se “arrepiou”?) e que hoje, reeleito, não “assimilou” o desrespeito à lei, e dela, cumpridor zeloso, votou contrário à indicação.  Confunde ou não confunde?

 

Seguem-se os “adendos” ao ocorrido, com a repercussão à fala do deputado Leur Jr. Ele não aceita a posição tomada pelo vereador do PT, Vanderlei e defende o desligamento dos nomeados para vagas na prefeitura, por indicações do vereador. O palpite gerou um assanhamento e espirrou palpite pra todo lado. Com base ou sem base, dos que não se conformam porque não ficaram de outros que não entraram, dos inconformados porque perderam, dos que têm má vontade mesmo, etc.etc. E agora discutem (ação importante e valiosa) se os demitidos o serão por decisão de Luiz ou por exigência do Leur.

 

A engrenagem do sistema político no Brasil só funciona se o executivo contar com o legislativo. Um não vive sem o outro. E o eleitor (povo) que morra por inconseqüência dos dois. Então. Só com a maioria no legislativo um governo, governa. E maioria só se consegue formando-se uma base de aliados. E a base é formada pelos partidos. Surge o compromisso com um programa de governo. Ou é do governo, ou não é. Sendo do governo, vota nos atos do governo. Essa é a realidade em todos os níveis , federal, estadual e municipal.  Então não há nenhuma novidade em que o setor publico tenha em sua maior parte, indicação dos partidos que governam. Precisa ir longe não, ali, na prefeitura de Salvador, o PT foi “defenestrado” pelo prefeito por ter rompido com sua administração. Não se venha com afirmações que soam ridículas se disserem que não é assim. Não fosse o Luiz, mas outro o prefeito, seria a mesma coisa se não tivesse maioria na casa, principalmente, do voto que lhe seria fiel. Toda eleição, dia seguinte à posse, o critério é o mesmo. 55 anos de eleitor me autorizam a firmar isso. Só não acontece em paises de um partido só, único. Lá, na existência de outra agremiação política, nem sonhar pra indicar alguém, senão “créu”. Não há o mínimo perigo de não haver unanimidade nas votações.

Ali é que se dá o verdadeiro regime “familiar”. Aliás, nem toda família é tão fechada assim.

 

Todos os partidos, sem exceção, tem o mesmo propósito. Governar com os seus e indicar os seus. Os que comungam sua linha de pensamento e ação. Nem pode ser diferente. Do contrario pode acontecer dar-se asas a um “espião” deletério. Aí corre o perigo. O sigilo, já era. E esse tipo é pior do que aquele “que leva e traz”, porque só leva.

Como pode uma dona de casa, empregar no seu lar, a rapariga do esposo? Ou o marido empregar como mordomo  o “trenee massagista” da esposa ? Eles vão governar o que?  Só se for pra cultivar “chifres”.

 

O grande problema e dilema do país, é que todos os Partidos são “partidos”. Cada “pedaço” quer o seu quinhão.  Ás vezes até absurdamente desproporcional ao seu “quinhão” de voto, esse, é que vale (faltou pro Marinho). Pode até não ser o partido, mas o dono do voto ou quem nem tem voto.  O chato é que tem dois discursos para o eleitor. Um colorido, fazendo crer para o publico externo que não quer nada, e o outro (discurso), no cochicho escuro da comunidade dos “eleitos” babando pra chegar à hora de indicar.

 

Não sou nenhum expert ou cientista político, nem conselheiro, só curioso. Mas acho que o Luiz pode compor sua maioria no legislativo municipal. O PT é um partido com dois votos, deve interessar sim ao governo municipal, e juntar-se ao grupo já existente que apóia sua administração. É um partido que está no topo de dois governos, federal e estadual, e tem composto alianças para conseguir governar. E o resto, é, coerência e fidelidade. Sabe o que fico pensando, e aí entra o dedo, ou chifre, ou rabo do Demo, mas com certeza a “astúcia” do dito, torcendo pra que isso não ocorra. É um grande esforço para tentar reverter à máxima do Wilson Lins de que POLITICA É O DIABO e, vencer o DIABO NA POLITICA.

                                            Xxxxxxxxxxxxxx

 

OS: Só pra ficar claro. Se o indicado por incompetente não serve para a função, caneta nele. Que o partido tenha mais critério nas indicações.

Publicado por: wilsonsenhorinho | 02 05 09

Jequié, 25 de outubro de 2008

 

 

 Prezado Luiz

 

Logo depois de confirmada a sua eleição, moveu-me o propósito de alinhavar alguns pensamentos, em decorrência da expectativa que tenho, na sua ação como futuro prefeito. Não por causa da força política, pois não a tenho, mas amparado no poder de um eleitor que, por quatro vezes, com seu voto, acreditou em você. Ontem, como hoje sempre fui dependente da exigência de minha consciência, para cumprir meu voto. Lá, nos idos de 1988, por causa dela (consciência), me entusiasmei com um novo amanhã de mudanças, e, vencedor, nunca me arrependi. Foi uma luta, me lembro, pobre de recursos “externos”, e que você conseguiu equilibrar. Bastou ser humilde e honesto. Mas a ação não se reduziu a isso, só. Sua ousadia foi além. Acolheu no seu governo, um homem simples, honesto, trabalhador, inteligente, servidor humilde dos menos favorecidos, para a secretaria de Educação: Pe. Jesus. Que susto. Aí, eu acreditei, é mudança.

Bem que a gente podia relembrar mais. Do passado, fico por aqui.

 

Agora, o presente. De minha parte, nada alterou. Sempre o sonho de um novo amanhã de mudanças. E pelo que vejo, hoje, mais que ontem. Nunca me acostumei e menos aceitei, se condicionar voto ao usufruto de benesses que o eleito pudesse oferecer. Voto é consciência, nunca acordo de emprego. O voto consciente tem o brilho da liberdade. É como no dizer de Miguel de Cervantes, “pela liberdade, tanto quanto pela honra pode e deve aventurar-se a nossa vida”. Posso imaginar, sem mensurar, o quanto você, que já tem essa experiência, está perplexo (porque hoje, é mais que ontem) do assedio dos eternos aproveitadores e caçadores de vantagens. Mal terminada a eleição e eu próprio tenho percebido o cerco de tantos que se acostumaram a esse tipo de “colagem”. São muitos, e bem conhecidos. São, a bem da verdade, viciados, em cargo publico. Não esperam convite, se convidam. Poucos somam ou agregam, e pior nem produzem. Alguns são “lambe botas mesmo”, não se dão a fazer outra coisa e “só pensam naquilo”, tirar proveito.

Se você na campanha venceu os desafios das calunias, das tramas, dos enganos, os de agora em diante, não serão mais fáceis. Menos pela execução do seu projeto de governo e, muito mais pelos que se arvoram donos da sua eleição, e se acham no direito de sobrepor suas vontades àquele único ungido pelo voto do povo. Não é incomum nem impróprio que os partidos de uma coligação participem da composição do governo que “ajudaram” a eleger. Apontar nomes, certo. Nomeá-los, e confirmar a escolha, não. Aí, Luiz, mora o perigo. Você sabe, mais que eu. Somos filhos da “gema” desta cidade, e nela criamos nossas raízes, por isso não temos o direito de abafar o seu humor(graça natural), fazendo escolhas ruins para governá-la. Perdoe-me se fui insólito.Nos meus 73 anos, não posso carregar qualquer constrangimento de não dizer o que penso (enquanto não “caduco”). Não acolha esta carta como conselheira, mas uma reavivadora de que, um dia, você escolheu e nomeou, sem medo, Padre Jesus seu secretário.

 

Propositadamente deixei para o final o meu abraço de parabéns por sua investidura como prefeito de Jequié, e que não se limita à alegria da vitória, mas também a certeza na transformação do método de administrar, que novamente confirmará, a mudança, chegou.

 

                                         Muito êxito, um forte abraço.

 

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Publicado por: wilsonsenhorinho | 28 04 09

COMPARANDO

Comentário que fiz em 15 de novembro 2007.

                                    

Estive lendo (emprestada), a Veja edição 2086 de 12/11 corrente o artigo “OBAMA A RESPOSTA” autoria de André Petry, de Nova York. Leitor curioso, sem pretensão de polemizar com tão influente articulista da, mais influente que ele, revista Veja, me revesti da quente ousadia de nascidos na caatinga desta cidade sol sertaneja, comentar seu artigo. Depois disso, não carrego cangalha, então…

Ali se percebe a intenção e propósito de apequenar nosso torneiro presidente, na montagem das letras para dar vida ao artigo que escreve. Diz o André que se muito se falou da semelhança entre a ascensão de Lula, como primeiro presidente de origem “humilde” do Brasil, e a de Obama, primeiro negro eleito presidente nos Estados Unidos, pouco se percebeu a existência de “diferenças intransponíveis”. E então, discorre ou descreve:

 

 ”A comparação (com Obama) seria possível se Lula tivesse nascido na Ilha de Marajó, filho de um angolano com uma sexóloga de Cuiabá, tivesse morado em Bangcoc, na Tailândia, e fosse formado em direito na Universidade de São Paulo”. Não se satisfez e continua emitindo sua opinião, de que “Lula com sua origem pobre, pertence á maioria étnica brasileira (inferior?). Obama, como negro, é da minoria nos EEUU (superior?)” Diz que “Lula era o político mais conhecido do Brasil” porque das quatro tentativas se elegeu na ultima, (faz-me lembrar Miterrant). Já Obama se elegeu na primeira. E parece encontrar maior defeito no Lula, porque “conhecia o Brasil de norte a sul. Obama, não.” Interessante, a inspiração para exaltar o candidato Obama e sua vitória, necessitou de apelos comparativos (alguns claros, outros dissimulados) com o nosso torneiro mecânico na presidência do Brasil. Para terminar, é que do fundo da sua inteligência de repórter brotou, reveladora e sensata sua certeza de que, “as diferenças são intransponíveis”. E eu, ajudo, com muito prazer para confirmar:

A comparação (com Lula), seria possível se Obama tivesse nascido num pobre sertão nordestino, filho de um lavrador de mãos curtidas e calosas com uma sofrida, excluída e anônima mulher, tivesse morado nesse ressequido chão sem água nem comida e na periferia de uma favela paulista, e fosse formado em resistir á fome na Faculdade da vida de retirante, num velho caminhão “pau de arara”.

E, tem mais, por decisão soberana de 60% do povo brasileiro, reelegeu-se presidente da republica, mesmo sendo um simples, mas “honroso operário metalúrgico”, (dis) plomado. Por causa disso, agora, o pobre que ontem não tinha chance, hoje, já pode freqüentar uma faculdade de direito, se, só isso bastar para legitimá-lo como pretendente ao cargo maior da republica. 

                                                 

Publicado por: wilsonsenhorinho | 26 04 09

Pra não perder a Razâo

Posso estar enganado, mas sinto que minha razão (regra das ações) me aponta para uma proposta inteligente do dirigente deste Blog, o Gildasio, quando apresenta alguns temas para debate, vinculados na sua maior parte, com a intenção de integrar grupos de pessoas “pensantes”, na exposição dos seus pontos de vista nos mais variados aspectos da vida administrativa da cidade. Tudo que se produza em beneficio do seu povo. Seria, a meu ver, um debate plural, civilizado. Um jogo sem derrotados, no mínimo até que empatasse, mas sem perdedores. Nunca. Desse debate, quem sabe, surgido da inteligência dos críticos, ter-se-ia um panorama racional e prioritário, próprio dos que dizem amar esta terra, que seria condensado pelo Gicult e encaminhado á administração municipal como uma colaboração dos internautas para estudo de sua viabilização. Mas, pelo que vejo, Gildasio tem tido dificuldades em se fazer entender. Quase sempre, o que se observa, é um desfile de criticas, até de cunho pessoal. Desrespeitosas que até não acredito que sejam propositais, talvez ocorra pela inconsistência para não dizer inconseqüência, no uso do vocábulo apropriado. E por isso ataques á integridade, á moral de pessoas com um passado de retidão, que enobrece o presente e é orgulho para uma família construída, bem alicerçada e que se alimenta de testemunhos. É fundamental que se tenha o zelo e cuidado em não misturar as coisas.  Saber distinguir e também conviver com as diferenças político partidárias entre pessoas. A democracia é o conviver dos contrários. Nisso reside sua beleza e seu sustento. Fora daí, é a ditadura, o regime e mando do partido único. Quem dela experimentou, conhece. Discuta-se a ação política do político. Divergir dele. Discordar dele.  A recíproca é inerente a essa ação. Também àquele que você combate lhe é assegurado o direito de combater, de discordar. Ninguém é dono da verdade, e na política então! Cuidado com os arroubos e destempero que, inconseqüentes, maculam reputações do correto cidadão comum, embora político. Nada mais trágico do que falar do que não se pode provar: “estas famílias são as mesmas (sic) que se LOCUPLETARAM ao longo dos últimos 50 anos”… – “quem se beneficiou mais os Borges e Lomantos que estiveram no poder em Jequié, ou…”

LOCUPLETAR: tornar rico- enriquecer-se- saciar-se-

MALFEITOR: aquele que comete crimes ou atos condenáveis – facínora- grande criminoso- celerado-(adj . malfazejo)

Posso até “não ser ninguém” (de expressão) mas existo como gente, filho desta terra, com mais de meio século da vida desta cidade, e NEGO que a historia desta “SENHORA” (Jequié) registre em suas folhas ou apêndice, qualquer BO de  ”incriminação”ou  como “facínora” de terem “enriquecidos” à custa do poder publico atribuído as famílias “Borges” e “Lomantos”. Se ricos e independentes agradeçam ao legado de seus antepassados.

 Muitas vezes a “cara” nem sempre reflete a vergonha, de mais valia é a conduta o exemplo e testemunho. Tem cara de muitos que pode até brilhar, porque é de “pau”.

No inicio falei na razão. Todos temos a razão. Agora, o problema é que “nem sempre a razão triunfa das paixões”. A razão é intuitiva, não deve confundir-se com o raciocínio que é discursivo.

PS-Comentario em resposta a um texto de um internauta no Blog- GICULT, opinando sobre a postura  das “familias Borges e Lomantos”, na história de Jequié.

Publicado por: wilsonsenhorinho | 24 04 09

ESTOU RETORNANDO

 

 

  

 

 

Estou retornando á atividade de “bloguista” ou “blogueiro”, não sei, o certo é que depois de um longo tempo vou alinhavar de novo, registros de soluços da memória, o que se foi, mas não morreu, e o que, no presente me ilude com a idéia enganadeira de que sei escrever.   É bom explicar que a demora  foi motivada  pela ausência do sinal de internet, pois eu compartilhava com meu sobrinho que mudou de residência. Aliás, eu também mudei. Estou agora no Jequiezinho.

 

Mas hoje depois de assistir em vídeo a nova sensação musical do momento, a Susan Boyle, fiquei refletindo o homem, o ser humano. A Susan  não tem nenhuma atração física de beleza, que chame a atenção. E é de cima à baixo, por completa. E, se é pouco, ainda tem 47 anos. Sua entrada no palco se  refletia nos rostos das pessoas, começando pelos jurados, até á platéia presente ao programa de auditório. Muxoxos sarcásticos e risos enrustidos de gozo. Era um Reality Show, que premiaria o melhor “calouro”. De pé, encarou os jurados, dois homens e uma jovem linda.  Interrogatório. Não sei se era praxe do programa. Mas o ar era, digamos, de desdenho, como se um ser estranho, exótico tivesse pousado nom espacinho da imensidão do palco. Respondeu a  tudo. O nome, de onde viera, porque estava ali o que desejava.  Em seguida a ordem, cante.

Muito simpática e espontânea, e, na nossa linguagem interiorana, uma caipira. Nem suspirou e “abriu” a boca.  Nem precisou fechá-la para encerrar o acorde, e já, engolindo os risos irônicos, os rostos de jurados e publico se contraíram num desenho de “êxtase”. A moldura do espetáculo, era outra. “De alegria e, muito mais, “de “ ESPANTO”. Sem duvida que a voz da “garota” quarentona,  era linda, pura, melodiosa, afinada. Mas, não exclusiva. Cantoras existem mais conhecidas e,  porque não, melhores. Como outras existem piores, com grande audiência, e “fans clube”, mas com uma diferença, rosto bonito ou corpo esculpido. E muitas vezes, só isto basta. Pois bem vem daí a minha reflexão da reação do ser humano. Sempre buscando algo que lhe acuda o instinto da sua satisfação pessoal.  Às vezes, até no ridículo, mesmo que isso lhe dê alegria. A meu ver, foi o que aconteceu nesta história. E eu me pergunto. Fosse a Susan “xérox”  de um rosto de Ana Paula Arósio, cantasse como cantou,  teria a mesma reação por parte dos juizes e platéia? Foi premiada  porque é um fenômeno de “voz”ou porque é um  ESPANTO DE FEIA  e por isso a  surpresa? O certo é que hoje, Susan Boyle 47 anos, feia por fora, carrega, por dentro, um dom presente de Deus. É um lírio do campo… não fia nem tece…

 

Publicado por: wilsonsenhorinho | 05 03 08

DOIS FATOS

 

Hoje (quarta-feira), assistindo o jornal bom dia |Brasil fiquei estarrecido com o comentarista global, Alexandre Garcia. Naquela sua pose de rei de Inglaterra, quando está mais para rei momo de carnaval mambembe, tentando justificar a atitude criminosa da Colômbia que invadiu território equatoriano, apenas para contradizer o presidente Lula que, consciente e lúcido, disse que “o caso concreto do conflito é que a Colômbia violou a soberania territorial do Equador”. E não foi isso que ocorreu? Mas o global se pergunta, para entender, se o Equador antes, não teria desrespeitado a Colômbia, ao abrigar um grupo armado e deveria pedir, também, desculpas por isso. Ele faz parte daquele tipo que “não está nem a favor, nem contra, muito pelo contrário”. Então o negocio, é só pedir desculpas e pronto. PODE INVADIR. Aliás, essa realmente é a sugestão do porta voz da Globo, pois segue afirmando com uma perola produzida por uma mente belicista que –“a Colômbia parou de se enganar que só poderia combater as Farcs, dentro do seu território”. Beleza, pelo dito, na perseguição aos guerrilheiros, devemos, o Brasil e Lula, principalmente, se invadirem nossa soberania territorial, nos sentir “honrado” com um pedido de desculpas colombianas. E sabem por quê? Olhe só outra perola regressista, conformista e desculpista(?) Alexandrina Garciniana –“afinal foi nela que os americanos se basearam para combater (invadir) os talibãs no distante Afeganistão”. Pronto, ponto final; Ah, ele se esqueceu de exemplificar o Iraque. Imagino a alegria e sorriso aberto do Alexandre (o pequeno) se nossa invasão for americana, do norte. x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x- NOVA ATIVIDADE PROFISSIONAL Está surgindo agora nesta cidade, uma nova atividade profissional ainda não registrada para efeito de Imposto de renda. Você já reparou que em qualquer ponto que você estacione seu carro na cidade, há sempre um flanelinha, guardador á sua espera? Você tem que incluir no rol de despesas fixas no seu orçamento, a gorjeta. Não falo por mesquinhez, mas por conta fácil de fazer.Quando você tem, por força da sua profissão de vendedor ou representante comercial que fazer no seu percurso de “visitas”, diversas paradas, em lugares mais variados, lá vai gorjeta, e quando não a dá? Ás vezes você estaciona apenas para comprar uma caixa de fósforos ou outro artigo de valor ínfimo e tem que ao sair, “gojetar”, o fósforo sai caro. Nos supermercados então, se dão ao luxo se “guardar” vagas para os seus clientes selecionados. Outro dia, no Cardosão, quase atropelo um que inesperadamente saiu para impedir que estacionasse, porque a vaga já estava “prometida”, e o cliente apontara lá na curva do INSS. O certo é que essa nova figura “trabalhista” prolifera em Jequié, em todos os pontos onde possa se estacionar um automóvel. Hein? Não, Vitória da Conquista, me disseram, não tem não. Lá, é zona azul. Lá tem prefeitura, é? Ah sim.

Publicado por: wilsonsenhorinho | 28 02 08

SAUDADE DOBRADA

 Estive afastado por um tempo. Recolhi-me à tranquilidade da área rural; do ar puro e fresco do campo arborizado e florido, isento de poluição; do canto das aves livres; do cheiro ameno do cocô de vaca; da comunicação suave e doce do terno mugido do bezerro e a resposta melosa e acolhedora de sua mãe; do vislumbre de uma noite estrelada como “arca de jóias aberta”; de uma lua mansa, e cheia de sedução, vencedora das trevas.

Ali o tempo como que não passa. Por isso a idade avança menos e você não fica mais velho, o contrário. Remoça-se, renovando a vida. Cá, já bem cedo o martírio recomeça do berrar irritante e doentio, dos locutores (?) da sonorização de rua. Quanta saudade já, de lá, desligado estava da zoeira de cá.

Só não me desliguei no dia 25 de fevereiro, dia em que Deus chamou minha mãe pra sua nova morada, que lhe fora reservada, promessa de seu filho. Depois de quase sete anos acomodada num leito, serena na dor que o mal de alsenheimer, lhe acometia, lacerando suas carnes com as temíveis “escaras”, ela se foi. Para ela, como para nós, foi um “alivio” sofrido, de um lembrança que completa três anos.

Naquele dia 25 eu dizia:

O silencio viveu nela.

A humildade viveu nela.

A serenidade viveu nela.

O servir viveu nela.

A partilha viveu nela.

A generosidade viveu nela.

O AMOR sobrou, nela.

Ainda no impacto da partida, lhe dediquei um acróstico. Sirene, seu nome. No dia 27.

“S ofrimento chagado, não como o teu Jesus,

  I  rrompia das costas sangrantes, não como a tua, Jesus,

  R efletindo no rosto dorido, não com o teu Jesus,

  E ra a imagem da dor recolhida, não como a tua Jesus.

  N  o peito, um coração sem rasgo, não como o teu Jesus,

  E  fluente de amor generoso pulsava,, este sim, tinha nacos do teu.”

Por hoje é só.

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